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Num domingo…

On 9 de maio de 2010, in Grosseiro, by Pablo
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…estás em casa, na tua, com preguiça até de piscar os olhos. Passaste o dia naquela de beber água, comer alguns biscoitos que ainda restavam, umas fatias de queijo… almoçar para que, né? Mas daí tu te lembras que amanhã é segunda-feira e que vais precisar comer algo antes de sair pro trampo. Um pão que seja! Bueno, tu pensas assim: “Porra, tem de vestir uma roupa melhor que este calção dos tempos do Sarney na presidência…!”. Vamos lá, veste a porra da roupa e tals e vais pro mercadinho mais próximo, que é a porra do mercadinho de barão da região. Só vai a grã-finada, ou melhor, os nouveau rich metidos a cu lavado com água Perrier. E no meio do caminho aquela torcida para não encontrar ninguém, para que não percebam que estás ali…

Mas é selva né? Lei de Murphy ligada no talo, né?

E daí que encontras as pessoas e estás naquele humor do cão… Tentas disfarçar e tals, mas nem dá! Umas duas pessoas até legais, bacanas, queridas mesmo. Mas outra uma, tu até que fica feliz de estar no bad mood!

Okay… Paga a conta e se pica pra casa a la Cafú, abaixa a cabeça e sai correndo até a linha de fundo. Pra que centrar a bola, dar passe, ou jogar com a galera?! Abre a porta de casa, entra rapidamente e respira mais tranquilo, estás a salvo da humanidade. Pelo menos até ligar a televisão…

Moral da historia, domingo é um dia que só presta se tu trepas da manhã até a noite! E entre uma trepada e outra, come umas besteirinhas ali e acolá. Fora isso, é o futebol na TV… E venhamos e convenhamos, trepar é muito melhor! HA!

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Futebol

On 6 de maio de 2010, in Pensativo, by Pablo
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Tá! O jogo acabou, o Grêmio venceu o Fluminense e o árbitro, o Héber Roberto Lopes, mas e daí?! Foram um pouco mais de 90 minutos de tensão e angústia. Xinguei e tals, mas daí, depois que passa, nada demais. Ainda mais quando se trata de jogos contra os times do eixo do mal, leia-se Rio e São Paulo. Para mim os únicos jogos válidos para os times do Sul são aqueles disputados entre os times do Sul… ou contra times argentinos e uruguaios. Aqui no Brasil é chato, um bando de maricas cai-cai! O GRENAL é o maior clássico do futebol brasileiro hoje em dia… Mesmo assim, ganhar um título ou uma partida não tem mais a mesma importância, nem vontade de tirar um sarro dos colorados eu tenho! Tento me convencer que ainda curto o jogo, mas… Qual é a importância disso? Futebol já era…

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Questões

On 30 de abril de 2010, in Pensativo, by Pablo
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Quantas tentativas até o acerto? E o que seria um acerto? O tempo que algo dura de forma positiva perde-se quando acaba? O respeito no final é que faz tudo ter valido a pena…

Saber lidar com fim de forma tranquila é a maior prova de carinho por um ex-amor e uma forma inquestionável de respeito próprio.

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Outubro

On 30 de abril de 2010, in Sentido, by Pablo
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Pedra que cai na água,
Faz som de água na pedra.
Pedra que cai no chão,
Faz som de poeira na vida.

Meu coração!
Meu coração!
Meu coração!

Meu coração… pedra, água, poeira, som.

Cega, chega a sede: água.
A perda: poeira na estrada.
No chão estirado: coração.
Sem som, só pedra.

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Eu não sei amar…

On 28 de abril de 2010, in Pensativo, by Pablo
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Eu não sei amar e acho que nunca soube…

Eu sabia me apaixonar, mas isso não é lá grande coisa, não é algo que se saiba e sim que desgoverna… Que nos desgoverna. Amar é muito mais do que entrar em um carro sem freios a 300km/h rumando direto para dentro de uma floresta em chamas. Isso é a paixão. Amar é ter a consciência do outro, saber seus defeitos e ainda assim achar que vale a pena. Pensando assim até parece que amar é tedioso, mas não é! Tem-se a condição de respirar e de olhar e de se afastar e voltar…

Quem é que consegue respirar naquele fogaréu que é a paixão?

Eu achei, um dia, que amava, mas não, era só paixão…

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Tecnologia

On 26 de abril de 2010, in Pensativo, by Pablo
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Até onde vai a nossa dependência da tecnologia?

Minha mãe me perguntou na semana retrasada se é o homen quem domina as máquinas ou as máquinas que dominam o homem. Acho que estamos à mercê da tecnologia que nós próprios criamos. Não temos mais como voltar atrás, pelo menos não conscientemente. Claro que catástrofes acontecem…

Meu computador está em manutenção, a despeito de tratar-se de um mac e de ter apenas 4 meses de adquirido. Primeiro comecei a acessar a internet do celular, um Nokia N78, mas acabei não resistindo e comprei um iPod Touch. Digito este post direto do aparelhinho do Mr. Steve Jobs.

Como nas “brincadeiras” de dominção sexual, quem controla a situação é quem está sendo submetido. Criamos os computadores e em hipotose somos os dominantes mas não estamos no controle.

A resposta direta à minha mãe? As máquinas nos dominam!

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Café

On 11 de abril de 2010, in ...no tombo, by Pablo
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Acho que é meio difícil para qualquer pessoa entender o que o café causa em meu organismo… Vejo as pessoas falarem em tomar café como se fosse uma espécie de segunda água! Muitas vezes, inclusive, bebem café mais do que água. Cresci vendo minha mãe tomar várias xícaras de café ao dia, acho que é mal de jornalista, mesmo que ela não complete o trio habitual: jornalista+café+cigarros!

O aroma do café me traz reminiscências deliciosas, mesmo que nada definidas – enfim, são reminiscências – algo como ver um quadro do mestre Édouard Manet por trás de brumas e através de uma janela com vidros craquelados… Não há explicação, me é prazeroso! No entanto o sabor, apesar de não ser de todo ruim, não se equipara ao aroma! Mas o problema todo vem com a ingestão!

Acho que o café fez com que eu tivesse cagaço de experimentar várias outras drogas! Eu sei, é ridículo. Soa ridículo. É absurdo até. Mas verdadeiro… Eu realmente não me sinto bem!

Se existem paixões platônicas que devem permanecer platônicas, esta é uma delas para mim… Olhar, cheirar, perceber a presença e me conformar que é isto e mais nada!

Parece estranho? Afinal é só uma bebida, não é? Fazer paralelos sempre é bom… eu os faço, o tempo todo! Vai dizer que nunca se percebeu querendo alguém que sabias, não daria em nada…?!

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Eu e o Twitter

On 9 de abril de 2010, in Suave, by Pablo
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Eu voltei ao Twitter depois de ter excluído a minha primeira conta há mais de um ano! Fiz o meu primeiro cadastro por lá têm uns três anos, eu acho. Era bem vazio, eu seguia por volta de quatro ou cinco pessoas e era seguido por duas ou três. Achava uma merda e nesta volta ainda olho com desconfiança… Me lembra muito as panelinhas que se formavam nas salas de bate-papo do Terra e do UOL lá em 1996, 1997, quando o Terra era ZAZ e tals. Contudo, já deu para perceber que a coisa mudou, o movimento é outro e como em tudo na internet existe a possibilidade clara de se encontrar coisas de valor, pessoas querendo se expressar de forma saudável, ora com assuntos sérios, ora apenas fazendo graça sem pretensões.

Eu devo admitir que o Twitter não é mais o ShiTwitter de antes… não leio mais coisas do tipo “levantei!”, “indo escovar os dentes sem a menor vontade de ir pro trabalho e tomar aquele cafézinho horroroso!” e isto é um puta d’um alívio. Outras coisas, no entanto, apareceram, nego que come um palhaço a cada minuto e se acha O Engraçado e tals, mas o microblog cresceu tanto que dá para trocar de perseguido como quem troca de… de… de… canal de televisão. É isso aí, encheu o saco, não quer ver o Ratinho, vai pra Globo e assim por diante.

Não faço nenhum mea culpa, pois ainda acho que mais da metade do que se encontra nesta rede social de microblog é bem ruim, mas admito que me surpreendi! Melhorou… enfim! E o mais interessante, sinto mais vontade de postar aqui no blog, pois algumas coisas extrapolam os 140 caracteres…

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Dois partidos

On 8 de abril de 2010, in Grosseiro, Pensativo, by Pablo
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O Brasil tende a adotar o sistema político-partidário norte-americano. A observar as mudanças de afiliação conduzidas por alguns políticos que ora estão no DEM, ora no PSDB e então passam ao PT e em consonância com a tendência individual existe também o caminho (da luz?) adotado por partidos que no Rio Grande do Sul podem ser coligados, na Bahia inimigos mortais e na esfera federal seriam adversários ferrenhos de um terceiro, quarto, quinto…

A pensar desta forma a tendência é que no futuro existam dois partidos, um formado pela massa homogênea de vagabundos, ladrões, corruptos e descarados dos políticos associados a algum partido – militantes partidários inclusive –  organizados em causa própria para dilapidar cofres públicos e engordar contas bancárias fantasmas no Brasil e em paraísos fiscais. Do outro lado está a massa heterogênea, desorganizada, dilapidada em seu orgulho próprio e totalmente descrente que seja possível mudar esta situação, eis o povo brasileiro, nós, que teríamos naqueles primeiros nossos “legítimos” representantes.

Ora bolas, há muito tempo eu escutei que a organização partidária dos EUA era melhor do que a nossa, eis que estamos a caminhar em passos largos até ela!

Hooray!

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Caos no Rio…

On 6 de abril de 2010, in Pensativo, by Pablo
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Agora não adianta jogar a culpa nas invasões cariocas por todas as mortes e alagamentos da cidade maravilhosa. No Brasil de maneira geral não existe nenhuma preocupação quanto a forma de ocupação urbana, seja por parte das construtoras, escritórios de arquitetura ou governos municipais e talvez nunca venha a existir. Urbanismo é apenas uma palavra agregada ao diploma em muitas Universidades Federais de Arquitetura. A ética ao lidar com a condição humana e a maneira através da qual uma nova construção irá afetar o seu entorno e a cidade é descartada em nome do lucro e da velha alegação do “se eu não fizer, outro vem e faz!” ou “eu preciso ganhar dinheiro p’ra minha família…” e ainda “não sou o primeiro, já fizeram antes, nem serei o último…”. Então, os índices de permeabilidade – que em linguagem leiga significa a camada de terra que não será coberta por piso e construção, dentro de um terreno a construir – que já são diminutas, pelo menos em Salvador, são na maioria das vezes desconsideradas ou tratadas com um cinismo James Bondiano… Ou seja, não é um problema apenas dos morros ultra ocupados por favelas, as edificações de luxo ou medianas, na parte de baixo da cidade, também têm sua parcela de culpa e é bem grande. E daí vem a chuva… E para onde vai toda a água?

Existe também a ineficácia na conscientização da população a respeito das formas contraceptivas e  de um plano de governo para controle [em massa] da natalidade. Sim, o povo brasileiro continua a procriar e muito! As taxas de mortes infantis e recém nascidos diminuíram, mas aumentando a população, mas todo o resto ficou no mesmo passo de antes, lento, lerdo, anacrônico. Resultado dessa equação catastrófica, cidades incham, qualidade de vida cai, se faz necessária a construção de novas unidades habitacionais e isto acontece, na maior parte das vezes, à revelia do governo municipal, que ao invés de trazer o povo para o seu lado o afugenta com taxas e mais taxas, documentações e burocracias sem fim… Não somos mais o país do jeitinho mas sim do se meu vizinho faz, eu também faço! E lá vamos nós… O governo não pensa, nem planeja a ampliação do número de escolas. Esquece da saúde. Trata os funcionários das duas áreas como lixo, cai a qualidade dos serviços e a educação do povo, que tende bichificar[sic] seus relacionamentos urbanos e o sentido da palavra urbanidade já esquecido há muito tempo torna-se utópico…

Falta interesse sincero dos administradores e legisladores municipais para reverter essa situação. Em outras postagens deste blog eu critiquei a “democracia” praticada na maior parte dos países ocidentais pois ela é falsa. Trata-se apenas da manteiga sobre o pão pois nada muda. Estamos num círculo vicioso e para que essa democracia funcione a participação da população consciente é essencial e isto só ocorrerá com educação, cultura… Não adiantam, apenas, obras de contenção dos efeitos colaterais das chuvas. A progressão destes problemas é geométrica. E na verdade, apesar desta chuva do Rio de Janeiro ter sido sim mais violenta, não foi a única causa, as grandes capitais brasileiras estão estafadas, fisicamente deterioradas… Fazer o que? Tentar diminuir os riscos de novas catástrofes, diminuir corrupção, aplicar a verba pública na melhoria de equipamentos urbanos e principalmente aplicar estudos urbanos sobre a peculiar condição das encostas enfavelada[sic] das grandes cidades brasileiras. Pois com certeza, se não há um estudo urbanístico sobre como melhorar a condição da estrutura física habitacional nestes locais, não deve ser difícil encontrar profissionais gabaritados para isso aqui no Brasil…

Enfim, todos comemoram a vinda de uma Olimpíada para uma cidade sul americana. Será um gasto absurdo para limpar, construir, “re-urbanizar”(entenda-se com isso maquiar o que é feio para fins exclusivamente turísticos e não um real estudo urbanístico com a finalidade de melhoria de vida dos habitantes da cidade) e tudo sob a alegação que o evento trará para o Brasil o lucro dos investimentos de empresas estrangeiras, melhoria na imagem da cidade e do país e bla, bla, bla, bla… No entanto a vaidade dos nossos políticos aliada ao sistema pão e circo + voto nos levará ao gasto de bilhões aplicados em uma infraestrutura para uma grande maioria de atletas dopados virem desfilar no Rio de Janeiro sob os olhares de uma platéia apta a pagar, a tomar pelo ingresso mais barato para a abertura dos Jogos de 2008, R$43,75… E alguém ficou triste em saber que essa grana toda poderia trazer melhores condições de vida, educação, saúde para milhões de brasileiros mas não vai?

Não sou sociólogo, não pratico o urbanismo, só queria desabafar… e é para isso que, também, servem os blogs e os twitters da vida.

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A pedra eu

On 2 de abril de 2010, in Pensativo, by Pablo
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Eis a pedra que lançada ao lago, afunda solene e rapidamente atingindo o esquecimento solitário do escuro não saber… não saber-se. Rio ou mar, a sina é a mesma, vai-se, mesmo que desviada por uma correnteza qualquer, ao profundo desconhecimento de sua existência. Pesada ou não, ela segue, silenciosa, sem questionamentos, sem bruscos movimentos… Piscina ou poço, ela irá acomodar-se, inerte, ao fundo.

A pedra na vida sou eu que me sinto. A vida segue e eu nela me afundo, não importando qual vida, como a pedra eu me precipito ao fundo. Mergulho no escuro da alma e não importa quantas sejam as alternativas. Não há diferença se vivo as vidas uma a uma ou todas em uma. Eu sigo inerte, mas diferente da pedra, eu poderia me mover… lutar… mas covardemente vou rumo ao escuro abissal para no fim, atingir o nada, em silêncio.

Um baque surdo.

Quem dera nunca ter atingido a água…

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Chove em Salvador…

On 23 de março de 2010, in Pensativo, by Pablo
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…E isso, essa chuva, que muito me agrada, nem é motivo de muita alegria. Afinal é um alívio no calor infernal que tem feito na cidade. Sempre rola aquele pensamento de culpa e remorso por saber que algum barraco está para deslizar morro abaixo, alguma encosta está para ceder e alguém poderá acabar morto no final do dia!

Conclusões diretas disso tudo? Primeiro que, apesar de alguns especialistas afirmarem que o brasileiro tem amadurecido quanto ao ato de votar, acho que o bahiano, melhor, o soteropolitano vai despender um tempinho a mais nesta questão. Segundo que eu sou um covarde, não tenho disposição e força, pelo menos neste momento, para querer entrar numa luta para mudar essas coisas.

Eu quero o prazer! Eu quero sorrir, quero cantar e quero viver. Quero sorrir com a chuva e celebrar o sol que volta triunfante. E Salvador não me permite isso…

Talvez seja apenas estresse… cansaço… talvez algo mais definitivo!

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Proudhon 2

On 10 de março de 2010, in Grosseiro, by Pablo
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“Qual é o princípio fundamental da antiga sociedade, burguesa ou feudal, revolucionada ou de direito divino? É a autoridade, seja que se a faça vir do céu ou seja que se deduza, com Rousseau, da coletividade nacional. Da mesma maneira, assim disseram e assim fizeram os comunistas. Eles submetem tudo à soberania do povo, ao direito da coletividade; sua noção de poder ou de Estado é absolutamente a mesma da de seus antigos senhores. Que o Estado seja intitulado de império, de monarquia, de república, de democracia ou de comunidade é evidentemente sempre a mesma coisa. Para os homens desta escola, o direito do homem e do cidadão depende inteiramente da soberania do povo; sua própria liberdade é dela uma espécie de emanação. Os comunistas [...] podem de consciência tranqüila prestar juramento a Napoleão III, sua profissão de fé está de acordo…”

Eu odeio comunismo! Eu odeio capitalismo!

“- Eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagina se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade…” – lula a respeito dos dissidentes cubanos em greve de fome!

Até quando…? Até quando…? Até quando a mentira deste governo irá sustentar-se sobre um banco de falácias e mentiras?

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Proudhon 1

On 12 de fevereiro de 2010, in Grosseiro, by Pablo
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“Desde que coloquei os pés sobre o Sinai parlamentar deixei de estar em relação com as massas; à força de me absorver em meu trabalhos legislativos, perdi inteiramente de vista a marcha das coisas. Não sabia nada, nem da situação das oficinas nacionais, nem da política do governo, nem das intrigas que cruzavam no seio da Assembléia. É preciso ter vivido neste isolador que se chama uma Assembléia Nacional para conceber como os homens que ignoram mais completamente o estado de um país são quase sempre aqueles que o representam.” – Pierre Joseph Proudhon em “A Propriedade é Um Roubo e Outros Textos Anarquistas” – Coleção Pocket por L&PM.

A democracia é um estado que alimenta a preguiça, a ignorância e o continuísmo histórico e classicista. Aqueles que criticam o voto nulo nada mais querem que a perpetuação do sistema. Não existe voto útil em uma sociedade democrática moderna. Quantas vezes já escutamos que o poder corrompe até o mais justo dos homens, isto não é absurdo, é a verdade! Ao chegar “lá” não há mais o que fazer, ou sairás para nunca mais voltar depois de quatro anos, ou viciarás e continuarás até a derrocada final dos seus conceitos éticos.

Podes escolher entre o mais à direita e o mais à esquerda, nada mudará, no final, ele, o votado, optará por si, sob a justificativa que todos têm de ganhar dinheiro para sobreviver.

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Nike sucks!

On 12 de fevereiro de 2010, in Grosseiro, by Pablo
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Futebol é a coisa mais importante dentre todas as menos importantes. Acho que foi o Nelson Rodrigues quem disse algo assim ou muito similar. Concordo! Mas infelizmente eu adoro futebol, mais o meu time do coração do que a própria seleção do Dunga e Ricardo Teixeira, ainda mais sem o Ronaldinho Gaúcho. Contudo isso não quer dizer que eu execre a camisa da Canarinho, ainda mais o segundo uniforme, que para mim é o mais bonito quando com os calções brancos! O que a Nike fez, com a sua nova proposta de uniforme, aprovada pelo Ricardo Teixeira, foi descaracterizar o tradicional azul e branco, transformando-o no segundo padrão da Suécia. No fim, fica parecendo um pijama… ou a camisa oficial do Bozo na copa do mundo. Ridículo!

Fuck off Nike!

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Democracia ou apenas sufrágio universal?

On 11 de fevereiro de 2010, in Grosseiro, by Pablo
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Há 25 anos a democracia voltou a vigorar no Brasil. Eu não acredito que realmente exista uma democracia em ação no mundo e, do alto da minha ignorância histórica e sociológica, tampouco acredito que tenha existido em outro momento da história humana. Na verdade aquilo que todos chamam de democracia moderna eu chamaria de falácia contra a vontade do homem de se revoltar. É o mais abjeto engodo tramado não sei por quem. Talvez por aqueles que dominam os que nos dominam, aqueles que pagam por vias escusas os que nós pagamos através dos impostos. Quem saberá? Apenas percebo que através do argumento da democracia nos pasmamos e aceitamos tudo com a vã esperança que nos alimenta durante quatro anos: a próxima eleição sairá melhor!

Como pode um sistema de governo onde o povo é soberano mas só decide o seu próprio destino de quatro em quatro anos se auto intitular democracia? Não faz sentido. Por exemplo, o destino de todo o político corrupto não deveria ser decidido no voto das próximas eleições ou dentro de um plenário, onde este encontra-se cercado dos seus asseclas. Alguns casos de corrupção e falta de decoro deveriam ir à votação direta, em forma de plebiscito, em âmbito nacional, para que fosse definido o destino do acusado. Exemplo recente: José Sarney! Nunca, se a democracia fosse real, ele deveria ter o seu caso decidido por seus colegas e sim por voto direto, popular. Democracia? Pfff! Falácia!

Se outrora foi difícil aos governantes manter um regime apenas com o panis et circus a modernindade nos trouxe mais um alicerce para o sistema e desta forma, todos sabemos, um tripé é muito mais estável do que duas pernas de pau. E estes três pilares têm como amarra às unir a mídia que toma o papel de defensora daquilo que lhe é mais confortável e aprazível sem contar mais rentável, claro.

Democracia… vocês realmente acham que vivem numa? Você é um refém do sistema, isso sim. E acredite, não vem nenhum esquadrão especial te libertar. Mova-se!

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Estrangeiro

On 6 de fevereiro de 2010, in Pensativo, by Pablo
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Como é viver no exterior? Não saberia responder a esta questão, partindo do ponto de vista que nunca morei fora do Brasil.

Como é viver sentindo-se um estrangeiro entre seus compatriotas? Horrível. Perder a identidade com aqueles que te cercam ou mesmo nunca ter sentido ‘aquela identificação’ é deprimente. Ser nordestino, brasileiro que seja, mas não sendo… Não ver similaridade entre o que pensas e a grande massa humana que te cerca te traz um sentimento de solidão absurdo. Claro que, ao longo da vida acabamos encontrando algumas pessoas, pouquíssimas, que se sentem da mesma forma. Mas isso ao invés de te alentar só aumenta a angústia de perceber que realmente aqui não é o lugar.

E a situação vai se complicando proporcionalmente ao desajustamento social, não me refiro a delinqüência ou coisas do tipo. Eu não assisto novela, não curto o BBB, não torço pro Bahia e muito, muito menos pro Vitória. Confesso que adoro Caruru e Acarajé, mas isso não é algo que dê para se conversar diariamente. Falta assunto. Falta conexão. Mesmo assim eu me esforço para encontrá-la todos os dias. E até rola, mas chego em casa exausto. Não quero mais conversar sobre coisas da cidade, do povo daqui e tals…

Eu sinceramente chego quase a admirar aqueles soteropolitanos que ao chegarem no aeroporto de uma grande cidade estrangeira antes mesmo de dizerem “olá” perguntam: “Onde é o restaurante de comida nordestina-sudestina-sulista-brasileira…?”. Para então respirarem aliviados ao saber que existe algo e voltarem às boas normas de educação. Eu até admiraria se eu não desprezasse esse tipo de conduta com toda a força do meu ser.

Então, com o aumento do sentimento de incompatibilidade social surge a pergunta: “Voltar p’ra onde se eu nasci aqui?!”. Essa é a parte desesperadora. Não ter destino de ida, digo, de volta e ao mesmo tempo não suportar estar aqui. Talvez seja a sensação de um homem que, preso logo no início da vida adulta e permanecendo preso por muitos anos é posto em liberdade. Pais mortos, familiares perdidos na estrada da vida, que no caso dele era um sinal fechado, então a grande dúvida do “voltar pra onde, se não existe onde?”.

Eu não execro totalmente o meu país ou mesmo a minha cidade. Adoro a língua portuguesa, apesar de não dominá-la perfeita e integralmente – surgem oportunidades em que quase a assassino. O Brasil é um lugar massa. A cultura popular nordestina, com toda a mescla entre o que veio com os africanos, o que já existia com os índios e aquilo que trouxeram os portugueses, é algo de muito valioso e rico. Mas não é melhor, nem pior, do que a cultura de qualquer outro lugar no mundo. É diferente.

Mas para onde ir? A pergunta que sempre volta, já que eu, eu não volto mesmo para lugar nenhum. Onde é o meu lugar? Quem é a minha gente? Existem respostas? Perguntas que se transformam em uma imensa e avassaladora névoa que cobre meus olhos e minha lucidez. A ponto de, em muitos dias durante os últimos meses… anos, a vontade de sair porta fora e pegar um avião para o primeiro país que não exija visto de entrada ser imensa e não fosse o pânico de voar que me grilha a alma a esta citè eu talvez já tivesse ido…

Não, eu não creio que eu odeie Salvador. Eu só odeio falta de educação, de consideração, de inteligência, de urbanidade, de limpeza, de cultura, de sensibilidade… Mas Salvador não, eu não odeio-a… Tampouco o Brasil… Contudo continuo me sentindo um estrangeiro dentro da minha pátria. Aqui não é o meu lugar. Não me identifico. Quem sabe eu esteja olhando de muito perto e por isso não veja as similaridades. Talvez olhando de muito longe… Talvez.

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Panquecas

On 28 de janeiro de 2010, in Prazer, Suave, by Pablo
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Totalmente apático abre a porta do apartamento, olha a cozinha com desolação. Não há da de fácil e rápido preparo para saciar a fome, algo como pão com manteiga ou bolachas cream cracker. Nem maçã havia… Bebe água, uns quatro copos, talvez mais.

Já no quarto, a barriga a roncar e aturdido por não saber o que fazer, se despe, mas pensa que talvez fosse uma boba idéia permanecer vestido e dar uma chegada na mercearia para comprar algo… Pão e manteiga, quem sabe queijo. Vai na cozinha e bebe um copo de leite. Vai para o banho, a fome querendo voltar… O telefone toca:

A Progenitora – E aí, tudo bem querido? Como foi o dia? Deu comida pro rex? – Ele lembra da comida do gato, talvez aquilo seja até gostoso.
O Rebento – Tudo bem sim… o dia foi normal, nada de mais, nem de menos. O cão está aqui, acho que está com fome… Eu também!
A Progenitora – Faz panquecas!
O Rebento – Não sei como é isso… – suspiro!
A Progenitora – É assim… – um minuto e quarenta e três segundos depois…
O Rebento – Sério!?!?! Eu tenho tudo isso aqui! Valeu mãe, salvaste a pátria das minhas lombrigas!

Já na cozinha, lembra que não tem nada para rechear as panquecas, mas àquela altura do campeonato tudo valia… E começa a separar os ingredientes… Duas colheres de sopa cheias de farinha de trigo, três dedos de leite num copo comum… Lembra-se como as medidas da mãe se parecem com o sistema métrico da Inglaterra… eles têm aquelas medidas próprias, ela também. Dá risada. Pega um ovos de galinha – sim, porquê quem tem ovo é homem, aves colocam ovos. Ao quebrar o ovos no prato, percebe como isso ficou mais fácil desde que aprendeu a diferença entre ovos e ovo… Realmente quebrar o ovo para fazer qualquer coisa era extremamente agoniante ou agoniantemente extremo. Ovos no prato, apenas um ovos, garfo ao ovos, mistura a clara com a gema… Adiciona a farinha de trigo previamente separada na medida universal dA Progenitora. Fica aquela gosma semelhante a massa de modelar velha e ressecada. Ele pensa – Essa merda não vai dar certo, veja só… E eu aqui desperdiçando comida!! Começa a colocar o leite aos poucos, misturando vagarosamente com o garfo, aquilo parecia não querer unir o nada com nenhuma. O resultado vai surgindo, tal qual o sol às cinco da matina e da mesma forma que a fome acenando não ao longe, mas já bem de perto. Todo o leite no prato estava, a mistura agora parecia com aquela que ele sempre vira a mãe aprontar para as panquecas… Três pitadas de sal mais tarde e o óleo já a aquecer na frigideira. Uma, duas colheradas no líquido beije jogadas rapidamente sobre o óleo quente, o chiar, o cheiro… infância já esquecida. espalha, ajeita, acerta a mistura que rapidamente frita. Vira a panqueca, frita o outro lado. A primeira está pronta!!! Experimenta… confere se está bom de sal, a massa está boa! Perfeito. A fome olha por sobre o seu ombro, mas ele desconversa, muita concentração e calma no preparo para não queimar ou perder nenhuma gota do precioso líquido panquecoso. Quatro panquecas mais tarde e tudo está pronto.

Lembra-se de mais uma dica que A Progenitora falara antes de desligar o telefone – “Mastigue!”

Cinco minutos mais tarde não há mais panquecas! Apenas a sensação de saciedade e leve tristeza que o arremessa a um estado de suave torpor… sonolência. Constata que aquele aprendizado tornará-se deveras perigoso para a sua alimentação já não muito saudável. Sentado ao sofá a sala se lhe apresenta estranha, talvez o sono que o domina após ele matar quem o estava matando. Olha sobre os ombros, nada dela… Pensa – Até a próxima dona fome. – Adormece…

Dicas de acompanhamento para panquecas: guaraná antártica com gelo, coca-cola com gelo ou, modalidade desespero total, água. Se você for safo e souber fazer feijão, arroz e preparar e temperar carne moída… o almoço estará muito bem garantido!

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Ahhhhhh… o verão!

On 21 de dezembro de 2009, in Grosseiro, by Pablo
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verão

Ahhhhhh!

Hoje é o dia oficial do início do verão, a estação para se torrar nas ruas, nas praias, nos quartos (sem ar condicionado), torrar em qualquer lugar… É verão! Como é “bom” morar na Bahia, em Salvador… aqui toda novidade demora a chegar. É um lugar bem atrasadinho mesmo, mas o verão sempre chega uns quatro meses antes da data oficial… Às vezes desconfio que nem vá embora, mas tudo bem.

Ahhhhhh!

Que “delícia” esse calorão com toda essa umidade… o suor pegajoso, aquela sensação adorável de desconforto físico… A roupa ensopada! Aquele suor escorrendo à fronte um segundo após sairmos do banho morno – que não é  amornado por meios artificiais, a água já desce quentinha desde a caixa d’água no alto do edifício… não precisamos de chuveiro elétrico ou aquecimento a gás, naaaaahhhh – Seja bem-vindo óh altaneiro verão!

Ahhhhhh!

Mais do que nunca é o tempo oficial para as praias lotarem e da poluição produzida em dia de sol normal mais que triplicar. Oras!, quem se importa, quem estará por aqui daqui a cinqüenta anos? Isso é coisa de ecochato… Latinhas de cerveja são biodegradáveis. Mijo e cocô no mar?, também o são! E os seres humanos: biodesagradáveis! É isso aí, estou correndo para o Porto da Barra, guardar o meu lugarzinho ao sol…

Ahhhhhh… o verão!

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Tua vida

On 19 de dezembro de 2009, in Suave, by Pablo
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A mim, me encantam teus olhos serenos,
De alma velha e cansada,
Tua pele orvalhada e recém amada,
Tua boca, seios… Tua vida!

E mais nada…

De alma velha e cansada,
Tua pele orvalhada e recém amada,
Tua boca, seios… Tua vida!
E mais nada…
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