água e música – tocata e fuga

On 14 de junho de 2010, in Prazer, by Pablo
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Eu choro… eu choro quando nado, através da minha pele. Eu gosto de nadar, pois dou murros na água. Sinto, muitas vezes, que não nado e sim me debato em agonia. E a minha pele chora e eu não vejo. Meu estômago dói e eu não ligo. Antes de nadar eu choro, em lágrimas caídas dos meus olhos, escondido em meu castelo. E choro durante o ato de nadar. “E depois, tudo passa?” Não, continua lá, mas me dá paz e cansaço suficientes para dormir e encarar um novo dia.

Pessoas outras tomam remédio, usam drogas, bebem… Isso é válido também, não condeno. Quem sou eu para julgar quem quer que seja. Eu nado e choro. Choro por dentro também, porque afinal, o choro vem de lá daquele lugar infinito que fica no fundo de alguma gaveta do cérebro e quando sai passa diretamente por nossas vísceras. Sim, porque choro que não é visceral, é choro de esparro… choro de novela. Não vale nada.

A água, tal qual a música, é uma excelente companheira… Não te trai! Não te diz uma coisa, quando é outra. Não joga contigo. E enquanto a música te tira pra dançar e embala teus sonhos, a água te abraça e te ama e te exaure. Não são a mesma coisa que dançar com ela, ou o abraço dela. No entanto, eu amo música… e amo nadar…

E no fim, depois de todas aquelas braçadas, eu me sinto um pouco mais leve, ou talvez menos pesado…

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Eu e meu umbigo…

On 16 de maio de 2010, in Pensativo, by Pablo
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Vislumbrei o fato de que não tenho mais condições psicológicas de viver em Salvador, talvez no Brasil. Os últimos dias têm me mostrado que o meu nível de estresse e desespero ao lidar com as pessoas ao meu redor ultrapassou o limite o absurdo. Simplesmente não consigo mais tolerar a burrice, ignorância, presunção e arrogância dos outros seres humanos com as quais convivo no dia a dia, seja apenas por alguns instantes em ônibus ou à rua e também no trabalho…

Daí, pensando comigo mesmo e sendo o meu carrasco, como geralmente eu tento ser para não dar aos outros a chance de sê-lo, primeiro me considerei um “se fazendo de vítima” “coitadinho”, por não me adaptar ao “environment”. Oras! Depois me questionei se eu realmente iria tolerar conviver com os intelectuais, os donos do saber… Sinceramente, não. Conheço pessoas que se acham conhecedores de tudo e são dois pés em cada ovo do saco!

Concluí, portanto, que o problema sou eu… Não sei brincar de sociedade. Tá, eu até gosto de sair, encontrar amigos, encontrar pessoas, ver gente, conhecer seres humanos e tals, mas por favor, não o tempo todo, não… não dá! Acho lindo quem consegue, quem tem esse talento. Mas não é para mim. Trabalho? Acho que deveríamos ter dois ou três nos quais desenvolveríamos as atividades necessárias ao longo da semana. Dois dias em um, três no outro, talvez duas ou três tarde para um terceiro… A variedade gera uma satisfação, provavelmente até diminuiria o ímpeto poligâmico de alguns “machos”. Vai saber, né!

Me irrita o dia a dia com o sempre “mais do mesmo”! Burrice: me irrita! Falta de educação: me irrita! A inexistência de cultura em um indivíduo: me irrita!

Quando eu afirmo que todas essas coisas me irritam, não quero dizer que sou o supra sumo da inteligência, cultura, educação! Eu peido, arroto, enfio o dedo no nariz, falo palavras de baixo calão e atravesso a rua no sinal aberto… mas tudo ao seu momento.

O que fazer? Não sei. Se tiveres uma dica, a mais besta que for, me ajude…

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